A fé Católica não está baseada exclusivamente na Bíblia, mas também na Tradição e no Magistério. Isso significa que nós, católicos, não devemos e nem podemos ler a Bíblia e interpretá-la sem levar em consideração a autoridade da Igreja. Se nosso Senhor Jesus Cristo quisesse que cada um lesse a Bíblia e a interpretasse como bem lhe parecesse, não teria escolhido doze Apóstolos e lhes dado autoridade sobre a Igreja (e o Magistério é constituído pelos legítimos sucessores dos Apóstolos). A pretensão de ler e interpretar a Escritura Sagrada desconsiderando-se o ensino da Igreja só produz subjetivismo, relativismo e confusão, Tem-se então uma espécie de religião "self-service", onde cada um escolhe o que lhe agrada e põe de lado o que não lhe agrada. Infelizmente, temos visto muitos católicos no Brasil que agem dessa forma: "eu sou católico mas sou a favor da camisinha", "eu sou católico mas sou a favor da legalização do aborto", "eu sou católico mas acredito na reencarnação", e por aí vai. Muitos parecem ter se esquecido de que ser católico significa confiar na Igreja e obedecer aos seus ensinamentos, e para obedecer aos ensinamentos da Igreja nós precisamos conhecê-los. O católico não pode seguir o que ele "acha" que é certo, antes deve procurar conhecer aquilo que a Igreja ensina e então obedecer.
A Igreja, que é "a coluna e sustentáculo da verdade" (1Tm 3,15), guarda fielmente a fé uma vez por todas confiada aos santos (Cf. Jd 1,3). É ela que conserva a memória das Palavras de Cristo, é ela que transmite de geração em geração a confissão de fé dos apóstolos. Como uma mãe que ensina seus filhos a falar e, com isso, a compreender e a comunicar, a Igreja, nossa Mãe, nos ensina a linguagem da fé para introduzir-nos na compreensão e na vida da fé. (Catecismo da Igreja Católica)
